AS MARCAS DE UM DISCÍPULO

Texto básico: Mt 5:3-10; Jo 1:35-51

Quais são as marcas de um discípulo de Jesus? Três grandes marcas são:

  1. Ser fiel – Deus é fiel; e o verdadeiro discípulo também. Quando dá sua palavra, você pode confiar. Quando diz que se encontrará com você em certo horário, é firme em cumprir sua palavra. Ele entende que, quando se comprometeu para se encontrar com você, esse tempo não pertence mais a ele; pertence a você. Se ele tiver um problema ou emergência, ele normalmente ligará explicando a situação, pedindo para ser liberado do compromisso e remarcando. Mas deixa em suas mãos o direito de liberá-lo; não simplesmente cancela. Isto inclui seus compromissos com cônjuge e filhos. Ele vive com Deus; isso se reflete no fato de manter sua palavra mesmo quando sai prejudicado. Sl 15;2,4; Pv 20:6; Lm 3;23 b.
  2. Estar disponível – o discípulo não vive dando desculpas quanto a dificuldade de caminhar com seu discipulador (Lc 9:57-62). Ele se esforça para caminhar junto, pagando o preço, seja quanto a seu tempo, seja com qualquer outra demanda. Ele opta por priorizar a relação como discipulador acima de muitas outras atividades. É proativo em encontrar formas de caminharem juntos (Jo 3:1-15)
  3. Ser ensinável – Mt 9:13; Pv 4:1-13 – O discípulo deve estar motivado para aprender. Faz perguntas e mais perguntas, com o desejo de crescer e aprender (Mt 13:36). Quando recebe tarefas, leva a sério. Não apenas isso, pois, volta desejoso de outras tarefas, outras formas de crescer. Tem fome e sede do reino de Deus. E coloca em prática o que está aprendendo; não apenas exercita o que aprende de forma intelectual, e sim de forma integra. Seu desejo de crescer naturalmente extrai o melhor de seu discipulador.

Estas características são bem exploradas no sermão da montanha, que os chama de Bem-aventurados, felizes, já que a felicidade muitas vezes se baseia em circunstâncias, mostra de forma mais profunda “de bem-estar”.

As bem-aventuranças contêm a dinamite do Espírito Santo. Elas explodem por assim dizer, quando as circunstâncias da vida as detonam, pobres de espírito (Rm 12:3; Is 62:2);

Os quebrantados, os sem recursos, os pobres. Muitos não enxergam a vida apenas como difícil, mas como impossível. Sentem uma necessidade desesperada de Deus.

Este é o primeiro princípio do Reino de Deus. O reconhecimento da nossa própria pobreza nos leva a fronteira moral na qual Jesus opera.

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