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Levanta-te, vai a Nínive

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Texto básico: Mt 28:19-20 e Jonas 1:1

“Jonas foi profeta durante o reinado do Rei Jeroboão II, do reino de Israel, de dez tribos. Israel estava se desviando da presença de Deus e o país estava mais uma vez sob o poder de um rei que “fazia o que era mau aos olhos de Jeová”. (2 Reis 14:24) Assim, o trabalho de Jonas não deve ter sido fácil nem agradável.

Mas, certo dia, houve uma reviravolta na vida de Jonas, Deus lhe deu uma missão desafiadora (Jonas 1:1).

Nínive ficava a uns 800 quilômetros ao leste, uma viagem que provavelmente levaria cerca de um mês a pé. Em Nínive, Jonas teria de transmitir a mensagem de julgamento de Deus aos assírios, conhecidos por serem muito violentos, até mesmo cruéis. Se Jonas havia tido pouca receptividade entre o próprio povo de Deus, o que podia esperar desses pagãos? Como se sairia um servo de Deus sozinho na enorme Nínive, que mais tarde seria chamada de “cidade de derramamento de sangue”? — Naum 3:1, 7.

Jonas não era um covarde. Era natural que temesse estes homens violentos. O medo natural do ser humano, já o paralisaria. Embora confiasse no Senhor, não era uma decisão simples este enfrentamento. Tanto não era que ele decidiu fugir, não do comando de Deus, mais dos homens violentos de Nínive.

Jonas decidiu não ir, temendo talvez por sua vida. Ele desceu ao litoral, a uma cidade portuária chamada Jope, onde pegou um navio que ia para Társis. Jonas estava realmente determinado a fugir da designação que Jeová tinha lhe dado, por medo. — Jonas 1:3

Ele não cumpriu a missão dada, achou que o navio era seguro demais para alguém encontra-lo, estava no porão, não iria se importar com o tempo la fora, com as ondas, com o desespero dos marinheiros, nada parecia importar porque estava olhando para dentro de si.

Deus não precisou descer no porão para buscar Jonas. Ele mostrou que tem o controle de toda a terra. Ele fez o inesperado por todos: de repente o tempo mudou. Ele soprou: Ventos fortes deixaram o mar muito agitado, com ondas que talvez fizessem até as mais modernas embarcações parecerem minúsculas.

As vezes não entendemos por que passamos por algumas situações difíceis, não compreendemos os ventos fortes, a destruição, as perdas, que podem ser provação, como Jó, ou podem ser Deus chamando ao proposito de nossa missão.

Como você esta respondendo ao chamado de Deus para pregar para cidade de Rio Branco, para o  Estado do Acre e para o Brasil, que tanto precisa de salvação? Com indiferença, fugindo como Jonas, fingindo que não pode fazer nada diante do caos, que a situação não tem saída…

Jonas sentiu isso também. Nínive não tem jeito, estão perdidos, são violentos, não vão se arrepender, não posso fazer nada por eles. Sentindo-se incapaz de ajudar, ele desceu ao porão do navio e achou um lugar para se deitar. Ali, ele caiu num sono profundo. (v.5)

O capitão acordou-o e lhe implorou que orasse ao seu Deus, assim como todos estavam fazendo. Convencidos de que havia algo sobrenatural naquela tempestade, os marinheiros lançaram sortes para ver qual deles era a causa do problema.

Aqueles homens ao saberem que era hebreu e que fugia de Deus, ficaram apavorados: v. 10 – …O que foi que você fez?… o mar estava cada vez mais agitado…

Jonas contou tudo aos marinheiros. Os marinheiros tentaram de tudo, mas finalmente, viram que não tinham escolha. Rogando ao Deus de Jonas, Jeová, que lhes mostrasse misericórdia.

Jonas surpreende: v. 12 – Onde estava o medroso Jonas? Teve tanto medo dos homens violentos de Ninive e agora, não tem medo dos ventos, ondas e mar agitado. O que houve com ele?  

Todos que andam com Deus, sabem que podem contar com sua misericórdia. Jonas sabia que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos destruídos.  Os marinheiros obedeceram: eles levantaram Jonas e o lançaram no mar. — Jonas 1:13-15. Jonas caiu nas ondas bravias.

Como você reagiria numa situação dessa? Ser jogado no mar agitado? Lançar no mar calmo já é um desafio, imagine num agitado com fortes ventos. Isso fala de confiança. Jonas sabia que podia confiar em Deus. Embora em desobediência, sabia que socorro e livramento viriam de alguma forma.

Deus não o desapontou, Ele  “providenciou um grande peixe para engolir Jonas”. Parecia o fim. Mas Jonas viu mais um milagre. Algo extraordinário aconteceu. Ele ainda estava vivo! Não foi mordido pelo peixe, esmagado, nem digerido, nem mesmo sufocado. Não, o fôlego de vida ainda estava nele, embora estivesse no que provavelmente seria sua sepultura. O profeta viveu o maior milagre jamais experimentado. Como poderia explicar estar vivo num lugar sem oxigênio? Como permanecer vivo dentro daquele enorme peixe, poder raciocinar, pensar, orar ao Senhor, é ou não é um milagre.

Sua oração, registrada na íntegra no capítulo 2 de Jonas, nos revela muito sobre ele. Ali, no lugar mais improvável — “nas entranhas do peixe”, Jonas aprendeu que Deus pode salvar qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer hora.

Assim como Deus encontrou e salvou seu servo atribulado. (Jonas 1:17) Ele esta aqui para te encontrar, pare de fugir dEle. “Levanta-te, vai a Nínive”

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