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Pentecostes: a festa da família

Pentecostes: a festa da família

A ordem de Deus para nós hoje, encontra-se em Lv 23:15-16,21

Que festa é essa? Pentecostes é:

1 – A Festa de ação de graças ao Senhor – pela benção de uma colheita farta dos cereais e frutos. Estes frutos da terra representavam todo o sustento das pessoas para o restante do ano. Isso os levavam a uma dependência total de Deus.

        Imaginem o impacto de uma safra ruim em suas vidas. Ter um bom resultado no campo era o ideal, mais dependia de Deus estar associado ao trabalho do lavrador, a fé do lavrador. O ideal é fazermos isto, mesmo que tenhamos um padrão financeiro bom e uma situação de vida confortável. Deus quer, e espera, isto de nós. A dependência, a gratidão, o reconhecimento que a benção vem de Deus e não por mérito humano.

        2 – Pentecostes é uma festa de gratidão a Deus – por tantas bênçãos já recebidas em nossas vidas e também de alegria, pelas bênçãos que o Senhor esta nos entregando agora, nesta oportunidade.

        3 – O tema da Festa-compromisso de Pentecoste é o da renovação.

Deus nos renova na obediência a Sua lei. (trazer os primeiros frutos é ter sua colheita abençoada e livre das pragas, dos gafanhotos e devoradores)

Deus nos renova com o poder do Seu Espírito. (o milagre da colheita, é uma demonstração do poder do Espirito Santo no livramento e na prosperidade)

Deus nos renova na alegria e na gratidão por Suas bençãos. Ver celeiros cheios, lagares transbordantes nos enche de alegria.  Ser abençoado espiritualmente com os frutos do Espírito Santo de Deus, listados em Gálatas 5:22-25, trás renovação da aliança, a certeza da caminhada segura.

        4 – Colheita de cereal – Shavuoth é Habicurim, primícias, a festa de honra. E uma festa de prosperidade (Lv. 23:15-25). Todo o mover da festa das primícias está voltado a uma celebração especifica a Deus, pois o homem do campo em tudo dependia do Senhor e do Seu favor e misericórdia, para que se pudesse fazer uma colheita relevante.

Ao final da colheita do cereal, acontecia a festa com a entrega das primícias. Era também chamada festa da ceifa, festa da sega, festa dos primeiros frutos, celebração dos frutos. Festa de resultado. Havia muita dança, muita alegria e muitos gritos ovacionando a grandeza e a fidelidade de Deus porque a terra não havia negado o seu fruto (Ex 23:16). Era o selo para que a prosperidade não fosse fragilizada. Era uma aliança para tornar a nossa herança intacta, para encerrar todo o argumento contrário à nossa prosperidade.

Cada homem do campo, dono da terra, que plantava na terra de Israel, depois da colheita, levava ao Templo Sagrado, uma semente de honra que era entregue ao sacerdote, dos seus primeiros: trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras que cresciam no campo. Todos os anos, neste dia, renovamos nossa aceitação do presente de Deus e entregamos nas mãos dos sacerdotes. (Ez 44:30)

        Com a festa das Primícias dos frutos da terra, se agradece a Deus a terra prometida e sua primeira colheita do ano em questão. No caso de Israel é da cevada. E se roga a Deus para abençoar, também, a principal colheita que se aproxima: a do trigo.

Entendida a motivação histórica desta Festa, vamos agora buscar a compreensão de seu significado espiritual.

        Sabemos que toda a semente plantada tem que morrer para, depois, ressuscitar, gerando seus frutos. O mesmo aconteceu com Jesus: Ele plantou a maravilhosa semente da palavra de Deus, que só pode germinar em nós, após sua morte e ressurreição. E Jesus sabia que Sua morte e ressurreição seriam necessárias para produzir em nós estes efeitos desejados. Vemos essa pre-ciência de Jesus, por Suas palavras, na passagem de João 12:23-24,32.

Jesus Cristo, ao ressuscitar dos mortos foi feito a primícia daqueles que ressuscitarão, por suas vidas, de fé e crença no Filho do Homem, para seguir com Ele, por ocasião de sua volta. Encontramos sobre isso em I Co 15:20-23.

        Vemos que o tema da Festa das primícias e dos frutos é um só, em ambos seus significados, histórico e espiritual: a ressurreição. Entre esta festa e a próxima, por todo o período dos cinquenta dias, plantamos nossas sementes de oração ao Pai. Para alcançarmos a grande colheita das bençãos, que o Senhor derrama sobre nós em Pentecostes.

        O significado espiritual de Pentecoste é muito rico. Houve um ano, o da morte e ressurreição do Senhor Jesus, que tornou a Festa de Pentecoste muito especial para nós cristãos, foi quando se deu, como Jesus havia anunciado, em Atos 1:4, a descida do Espírito Santo de Deus, relatada em Atos 2:1-4, como um vento impetuoso, como um revestimento de poder sobre os crentes, passando a constituir morada em seus corpos. Este batismo, com o fogo do Espírito, continua disponível para todos os que crêem em Deus e o buscarem, através de Jesus, o único caminho que leva até Ele. O batismo no Espírito Santo nos renova e nos fortalece contra o pecado, conferindo-nos uma maior santificação pessoal e preparando-nos para a grande comissão de evangelização que Jesus nos outorgou.

        Levítico 23:15-21 – temos o comando de Deus para entrarmos nesta festa. Que venha essas bênçãos sobre você e sua casa nesta colheita até a próxima.

Fonte de pesquisa:

Primícia O princípio que gera santidade e honra

Resgatando as raízes Hebraicas da igreja de Jesus, o Cristo.

Ivan Barcellos Assumpção e Sérgio Paulo M. De Vasconcellos.

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