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A Festa de Hanukkah

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Texto bíblico: Jo 10:22

Neste texto, vemos Yeshua (Jesus) passeando no Templo na comemoração da Festa da Dedicação. Essa passagem é a única passagem bíblica no Novo Testamento que se refere a esta festa. Não encontramos esta celebração no Antigo Testamento porque o fato que deu origem a esta festa ocorreu no ano 162 a.C.

Primeiramente, o que significa a palavra hebraica Hanuká? Hanuká (ou Chanucá) significa consagração ou dedicação. É a mesma palavra usada pra “treinar”, ensinar uma criança. Hanuká significa “tornar um hábito”. Esta festa é também conhecida no meio judaico como Festa das Luzes, por naquele ano os judeus não terem conseguido celebrar Tabernáculos, por que estavam em Guerra.

O Milagre

Quando foram reacender o Menorah, verificaram que havia no templo uma única e pequena botija de oleo sagrado, que tinham escapado à pilhagem dos gregos. Para adquirirem oleo novo e apropriado como aquele (1a. colheita), demoraria 8 dias de jornada, para ir buscar onde era fabricado. O Sumo sacerdote decidiu re-dedicar o templo naquele dia, ainda que o oleo desse para manter o Menoráh aceso por um só dia.

Para espanto de todos, no dia seguinte, o mesmo oleo ardia no Menorah, e assim ardeu por 8 dias, o fogo continuou queimando por mais 8 dias, tempo necessário para a preparação do novo óleo, conforme o relato no livro de II Macabeus.

A Festa para os judeus

Desde então, os judeus celebram a chamada Festa da Dedicação (ou festa de Hanuká) todos os anos durante oito dias, representando:

1. A provisão miraculosa enviada por Deus às nossas vidas.

2. A certeza de que Deus derrota os nossos inimigos fisicos e espirituais.

3. Tempo de dedicação ao Deus de Israel a nivel pessoal, familiar e nacional

A historia de Hanuká é a historia da “luz” que penetra nas trevas. O que nos ensina é que onde existe o povo da Lei (Torah), as trevas procuram remove-los. A torah é o pensamento, revelação e a linguagem de Deus, da poderosa luz que vence as trevas.

Hanuka é a historia de uma revolução constante, instalada também em nossos dias, é o espirito maligno que contraria as Leis do Eterno, a quem a Biblia chama de Abominação da desolação, ou filho da iniquidade, o anti-Cristo. Naquela época o seu intuito era exterminar Israel.

Hoje é: exterminar Israel e a Igreja, destruir o povo e o Santo Templo, (seu corpo),proibir o shabat, (descanso) e mudar e profanar os dias santificados, às festas do Senhor, introduzir idolos, impor que comamos o impuro, fazer tudo para nos esquecermos dos princípios e mandamentos do Eterno Deus.

Qual seria o significado desta festa para os discípulos de Yeshua?

O tema principal de Hanuká é a re-consagração do Templo, e I Co. 6:19-20 relata que nós, crentes nascidos de novo, somos o Templo do Espírito Santo. Os crentes não judeus são co-herdeiros em Yeshua das promessas de Abraão (Gl. 3:29). Nesta celebração, nós temos a oportunidade de nos re-consagrarmos, re-dedicando nossas vidas integralmente a Deus.

Não que precisemos de um dia específico para uma re-consagração. Afinal, estamos debaixo da graça de D-us. Mas, trata-se de uma oportunidade na qual podemos celebrar esta data, alegrando-nos coletivamente por termos sido salvos, agradecendo a D-us por este privilégio, enquanto tantos ainda perecem separados de D-us e da comunidade de Israel. Apesar de sermos a luz do mundo, vivemos em um mundo que jaz em trevas, que muitas vezes nos contamina, exercendo sobre nós todo tipo de influência negativa.

Como os Macabeus, temos que ter visão de Reino, equipados na Palavra, a fim de resitirmos e presevarmos os valores e promessas da Palavra, sendo zelosos, determinados, inegociáveis guerreiros, comprometidos com o Eterno e com a Eternidade.

Então, neste dia sentimos a liberdade de fazer nossa re-consagração, declarando coletivamente que somos livres de qualquer peso e jugo em Yeshua Ha Mashiach.

Se meditarmos um pouquinho sobre quantas vezes pecamos quando comemos, bebemos, ouvimos e vemos o que não deveríamos, ou quando tocamos em coisas que não deveríamos tocar, etc., encontraremos muito sentido em nos re-consagrarmos. Arrependemo-nos, então, e consagremo-nos ao Eterno de Israel.

Lembremo-nos dos livros de Esdras e Neemias quando reconstruíram o Templo.

A primeira coisa que eles fizeram foi reconstruir o altar, depois o Templo (células e familia) propriamente dito e finalmente, os muros.(as gerações). Em outras palavras, não se consagra o Templo sem que se passe primeiro pelo altar de sacrifício, local de arrependimento e de santificação.

Isto também se aplica a nós. Primeiro, passamos pelo “altar” do Senhor nos arrependendo. Depois, sim, re-consagramos nossa vida, santificando-nos e nos purificando.

Toda esta dedicação do nosso corpo (o “Templo”) ao Senhor só pode ser feita por meio do Espírito Santo, simbolizado pelo óleo que é multiplicado, derramado em nossas vidas, revelando a pessoa de Yeshua Há Mashiach. Assim como o azeite colocado na Menorá (candelabro de 7 pontas) ou na Hanukía (candelabro de 9 pontas) era puro, sem cheiro e sem fumaça quando queimado, assim também deve ser nossa vida para Adonai. Para nós é uma “mitzvá”(mandamento) ter que brilhar e reluzir graciosamente a beleza da natureza de D-us em nós por meio de Seu filho Yeshua.

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