Saindo da esterelidade

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Reproducao-Assistida
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Juízes 13:2-3

Vejo várias mulheres estéreis, buscando a Deus por um filho. Buscam médicos, pagam um alto
preço com inseminações artificiais para ter a sua descendência. Estranhamente, encontramos esta
mulher da linhagem de Dã, esposa de Manoá, nesta condição: era estéril, mas não orava por isso, não
pedia a Deus um filho, contudo, foi visitada por um anjo, que anunciou o filho que ela teria.

A mulher ouviu tudo que o anjo falou e foi contar ao seu marido. Manoá, ao ouvir o que sua esposa
lhe contou, não fez nenhum questionamento a mulher, pelo contrário, ele orou ao Senhor (vs.8). É muito
incrível a posição desse marido. Ele não orou por duvidar do que a mulher disse, não orou porque queria
ele mesmo receber a revelação de Deus; sua oração mostra que ele creu, mas queria saber o que era
preciso aprender para cuidar deste menino. E Deus ouviu sua oração (vs.9). Maridos, ao invés de entrar
em discussões com sua esposa, faça o que Manoá fez: ore ao Senhor, e Ele vai te ouvir.

Apesar de Manoá orar, sua esposa foi quem novamente foi visitada pelo anjo (quando o sacerdote
ora, a família é visitada). Onde ela estava? No campo, trabalhando (vs.9). Embora ela estivesse no
campo, o anjo a encontrou sentada. Aprendo aqui duas coisas: 1) Deus não procura desocupados. O
campo é lugar de trabalho, e o trabalho é árduo. 2) Há momentos no nosso trabalho em que o cansaço
vai bater, vamos sentar para descansar, mas não podemos desistir, porque na hora do nosso cansaço,
Deus vai mandar Seu anjo para nos revigorar, fortalecer, nos lembrar das Suas promessas.

Esse casal mostra a preocupação de Deus com o Seu povo e o livramento que Ele tem para que a
paz, a harmonia nos lares, seja reestabelecida. Apesar de não ter nada escrito acerca desta mulher,
quanto ao seu interesse em ser mãe ou não, fica claro para mim que Deus estava muito interessado
nisso. A visão de Deus é macro, muito maior que a nossa humana. Ele não estava pensando só na família
de Manoá, Ele estava pensando em uma nação (Vs.1). Foi exatamente isso que levou Deus a visitar esta
casa. Deus olhou para o sofrimento do seu povo e começou a operar para lhe dar livramento.

O anjo do Senhor disse à mulher que, para que a promessa de Deus se cumprisse, ela precisava
seguir algumas orientações, e a obediência a essas recomendações, possibilitaria o cumprimento de todo
o plano de Deus, e Sansão seria o instrumento usado para libertação e salvação do povo de Israel.

A mulher aqui tipifica a Igreja (não a que tem uma placa com um nome, mas a Igreja invisível, dos
santos), pois ela é o corpo onde a obra da salvação do mundo (tipificada por Sansão) vai ser gerada.

Somos responsáveis por formar cidadãos do céu nesta terra, por isso essa igreja não tem nome (como
aquela mulher também não teve seu nome citado). Ela vivia na esterilidade, nas religiões, no mundo e no
pecado, mas foi chamada por Deus para ser instrumento de salvação e libertação para as pessoas. Essa
igreja não pode gerar a obra por si só, é o Senhor quem a gera no interior do seu coração. A igreja (a
mulher) precisa se santificar e guardar a revelação do Senhor, observar de modo espiritual, as mesmas
orientações dadas pelo anjo à mãe de Sansão:

1. Não beber vinho – O vinho representa aquelas coisas que, às vezes, consideramos sem
importância, ou que imaginamos ser inofensivas; são os chamados “pecadinhos”, que, na verdade,
comprometem a obra de Deus na nossa vida. São pensamentos mundanos, sentimentos impuros ou
coisas que fazemos que entristecem ao Espírito Santo e que precisam ser abandonados, pois o vinho
embriaga.

2. Não beber bebida forte – A bebida gera dependência ou vício. Representa as coisas que, muitas
vezes, dominam a vida da pessoa trazendo dificuldades à vida espiritual e à Obra do Senhor. É tudo
aquilo que entorpece a mente e a vida espiritual da pessoa, levando-a a agir segundo o velho homem e
fora do Espírito.

3. Não comer coisas imundas – São os pecados grosseiros e mundanos. A imoralidade que é
mostrada através da televisão, a idolatria, os maus costumes, o linguajar torpe… e tudo o que ofende a
santidade do Senhor e ferem Seu Espírito Santo. Essas coisas provocam enfermidades no corpo e podem
leva-lo à morte.

4. Não passar navalha na cabeça do menino – Os cabelos estão na cabeça como uma cobertura
para ela. Isso nos fala do que há na nossa mente, no pensamento. Precisamos ter a mente de Cristo,
que é o cabeça da Igreja, e ela não pode ser tocada pelo homem, nem ferida. Por isso, o cabelo é uma
figura do Espírito Santo, que traz a revelação, o entendimento da perfeita vontade de Deus. Assim como
a força e o poder de Sansão estavam na preservação de suas 7 tranças (que não poderiam ser cortadas),
a mentalidade da Obra do Reino e a revelação na nossa vida precisam ser preservadas.

O que o Senhor quer de Sua Igreja é que ela observe estas orientações, seja separada de tudo
aquilo que pode lhe contaminar ou comprometer a sua santidade, e que ela cumpra sua tarefa de trazer
salvação e libertação para o perdido.

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