Pentecostes: A Festa da Família

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Levíticos 23:15-16, 21

O significado histórico de Pentecostes é evidente: trata-se de uma ação de graças ao Senhor, pela benção de uma colheita farta dos cereais. Deve-se lembrar que, para o contexto socioeconômico da época, estes frutos da terra representavam todo o sustento das pessoas para o restante do ano. Imaginem o impacto de uma safra ruim em suas vidas. As coisas sempre vão melhor quando nos colocamos em relação de total dependência de Deus.

Deus quer, e espera, isto de nós. Não devemos esperar por alguma situação adversa, em saúde, finanças, no trabalho, na família ou no casamen-to para procurar a Deus. Antes, devemos fazê-lo por amor a Ele e não apenas por necessidade. Pentecostes é uma festa de gratidão a Deus por tantas bênçãos já recebidas em nossas vidas e também de alegria, pelas bênçãos que o Senhor nos está entregando agora, nesta oportunidade.

O tema da Festa-compromisso de Pentecoste é o da renovação.

– Deus nos renova na obediência a Sua lei.
– Deus nos renova com o poder do Seu Espírito.
– Deus nos renova na alegria e na gratidão por Suas bênçãos. Bênçãos também espirituais como os frutos que recebemos através do Espírito Santo de Deus, listados em Gálatas 5:22-25.

A palavra pentecostes vem do grego e quer dizer cinquenta dias, que correspondem a sete semanas completas até o shabbat. Essa festa era realizada, dentro do contexto judaico, cinquenta dias após a Páscoa. Lembramos que Jesus, depois de ressuscitar, cumpriu na terra os dias de Pentecostes. Ele ficou aqui na terra cinquenta dias após a sua ressurreição, com os seus discípulos, pois Ele era a primícia dentre os mortos, o que significa que Pentecostes cumpre alguns princípios de ordem bíblica (Lv.23:15-21). Essa é a época que repousa uma unção de colheita e prosperidade.
Colheita de cereal – Shavuot é Habicurim, primícias, a festa de honra. E uma festa de prosperidade (Lv.23:15-25). Todo o mover da festa das primícias está voltado a uma celebração especifica a Deus, pois o homem do campo em tudo dependia do Senhor e do Seu favor e misericórdia, para que se pudesse fazer uma colheita relevante.

Ao final da colheita do cereal, acontecia a festa com a entrega das primícias. Era também chamada festa da ceifa, festa da sega, festa dos primeiros frutos, celebração dos frutos. Festa de resultado. Havia muita dança, muita alegria e muitos gritos ovacionando a grandeza e a fidelidade de Deus porque a terra não havia negado o seu fruto (Ex.23:16). Era o selo para que a prosperidade não fosse fragilizada. Era uma aliança para tornar a nossa herança intacta, para encerrar todo o argumento contrário à nossa prosperidade.

Cada homem do campo, dono da terra, que plantava na terra de Israel, depois da colheita, levava ao Templo Sagrado, uma semente de honra que era entregue ao sacerdote, dos seus primeiros trigos, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras que cresciam no campo. Todos os anos, neste dia, renovamos nossa aceitação do presente de Deus e entregamos nas mãos dos sacerdotes (Ez.44:30).

Os principais frutos primiciados:

1o. Trigo – Colheita e provisão. Sabemos que o trigo representa Jesus, e, claro a grande colheita. O trigo também é um sinal para os últimos dias, que Jesus fala do trigo bom, do trigo legítimo e do trigo mais o joio.

2o. Fruto: Cevada – fidelidade (a fidelidade de Deus manifestada mesmo no inverno mais rigoroso) vence o inverno, o tempo difícil.

3o. Fruto: Uva – alegria e multiplicação – Jo.15, fala da videira verdadeira, Dele veio a resposta para a aliança de sangue, pelo pacto de Jesus com os discípulos, narra também a grande colheita que se-ria como cachos de uvas. Essa colheita está relacionada com a visão da alegria em frutificar, e é um discurso para gerar discípulos.

4o. Fruto: figo – doçura e velocidade de resposta – a primícia restituí a doçura da nossa vida e família, e da sombra da nossa gente, pois a figueira representa Israel e a palavra. Ela nos garante velocidade de resposta.

5o. Fruto: Romã – domínio de território – como amadurece somente no fim do verão, eram usadas as folhas das romãs para ornamentação, já antecipando os frutos, gestando uma fé que seria manifesta na estação própria. Isso sinaliza a conquista que estava por vir.

6o. Fruto: Oliva – Unção e santidade – pelo menos 4 bênçãos saem daí: 1 Óleo para fazer sabão (ele quem limpa nossas vestes); 2 Outro para acender a luz (é Ele quem acende o menorah completo dentro de nós); 3 Outro para comer (Ele que nos alimenta); 4 E o mais puro, passado na prensa, para unção (Ele consolida a unção e santidade no Getsemani, lugar da prensa).

7o. Fruto: Tâmara – promessa que se cumpre – esse é o mel da promessa, pois as raízes profundas encontram mananciais.

Entendemos, então, a conexão que há entre as primícias dos frutos e pentecostes: elas são celebrações de gratidão a Deus.

O significado espiritual de Pentecoste é muito rico. Jesus Cristo, ao ressuscitar dos mortos foi feito a primícia daqueles que ressuscitarão, por suas vidas, de fé e crença no Filho do Homem, para seguir com Ele, por ocasião de sua volta (I Co.15:20-23). Quando se deu a descida do Espírito Santo (At.2:1-4) como um vento impetuoso, como um revestimento de poder sobre os crentes, a Festa de Pentecostes se tornou ainda mais especial para nós cristãos.

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