A diferença entre a visão física e espiritual

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Gn 13:6

Quando Abraão deixou o Egito, sua rique-za em gado, prata e ouro era muitíssima. O próprio Deus, que não pode mentir, disse para Moisés registrar o fato de ser ele muito rico: (Gn13.2).

A terra onde habitava juntamente com Ló não podia sustentá-los, porque seus rebanhos eram muito grandes e a pastagem insuficiente. Chama a atenção nessa história, o fato de os pastores de Ló entrarem em atrito com os de Abraão. Além da falta de espaço para seus rebanhos pastarem juntos, havia ainda uma outra agravante que levou Abraão a se separar de Ló: a presença dos cananeus e dos ferezeus que habitavam naquela terra. (Gn 13:7). Com certeza, estes devem ter influen-ciado os pastores, tanto de Abraão quanto de Ló, para o conflito.

Essa tem sido a maior barreira no meio do povo de Deus. Quando há intrusos, imediata-mente começam as divergências de opiniões e daí as divisões, dissensões e facções. O objetivo dos divergentes não é somar, mas dividir.

A fé de Abraão era extremamente pessoal e determinada. Não poderia, em hipótese ne-nhuma, ser dividida com quem quer que fos-se, para não ser influenciada e então desvia-da. Essa era, na realidade, a maior riqueza de Abraão. Embora seus bens pessoais fossem muitos, a sua maior riqueza estava dentro do peito. Na sua determinação, crença e disposi-ção em seguir a certeza de fé que pulsava no coração, ninguém podia tocar, porque dela dependia a sua vitória
Assim também é a fé. A vida depende de-la, segundo o próprio Deus. Se a fé é contaminada com a dúvida, obviamente ficará neutra-lizada; uma vez neutralizada, jamais produzirá seus frutos. E é exatamente isto o que o diabo mais deseja!

Por isso, muitos supostos irmãos se infiltram no meio do povo de Deus, para semear discórdias; dúvidas; medos; incertezas; enfim, uma série de “doutrinas” bem elaboradas no inferno, para confundir a mente dos iniciantes na fé.

E Abraão disse ao sobrinho: “Acaso, não está diante de ti toda a terra?”(Gn 13.9). Ló era rico materialmente, porém pobre espiritualmente. A condição espiritual de alguém é medida pelos seus olhos. Se usa os olhos físicos, estes sempre são cobiçosos, como no caso de Ló. Consequentemente, sua escolha será errada.

Os olhos espirituais são os olhos da fé e do entendimento, enquanto que os olhos físicos são os do sentimento e da emoção. Abraão andava sempre com os olhos da fé e, por isso, deu a Ló o privilégio de escolher o seu melhor caminho, enquanto ele continuou a andar com os olhos da fé. (Gn 13.9).

Em outras palavras, “não se preocupe em me deixar a pior parte, porque eu a farei ser a melhor”.(Gn 13.10). Que tipo de olhos Ló usou? Físicos ou espirituais?
A princípio, sua escolha foi absolutamente certa, pois como os olhos físicos dão sempre uma resposta rápida ao coração, ele optou pelo “melhor”. Mais tarde, porém, constatou que sua escolha foi terrivelmente desastrosa, porque acabou perdendo sua mulher, sua riqueza e, o pior de tudo, a companhia do homem de fé e amigo de Deus: Abraão.
A família de Ló se reduziu a duas filhas. E, por forças das circunstâncias, ele acabou tendo que habitar numa caverna com elas. Cometeu incesto e gerou dois povos, moabi-tas e amonitas, que, mais tarde, vieram a se tornar inimigos do próprio povo de Deus.

A importância de se andar com os olhos espirituais, ou os olhos da fé, deve-se ao fato de que com eles podemos ver Deus em tudo o que fazemos.
Por isso o Espírito Santo, através de Pau-lo, ensina: (2 Coríntios 4.18)

Toda a desgraça de Ló começou quando se separou de Abraão. Até então, ele tinha família, era rico, tinha segurança e era feliz, porque andava na luz do seu tio. Ao se separar dele, perdeu a visão espiritual, ficando apenas com a física.

Quando alguém abandona a fé, acontece o mesmo: perde a visão espiritual e passa a andar com os olhos da cobiça, da ganância e da inveja. Conclusão: vai caindo, caindo, até chegar em Sodoma, como aconteceu com Ló. E lá, então, começa a perder tudo: família, saúde, dinheiro, enfim, até o pouco que tinha. E acaba tendo que morar na caverna, sem fé, sem esperança.

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