Cadê a sua Semente?

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Genesis 2:15

O livro de Genesis começa dizendo que Deus criou os céus e a terra (Gn.1:1). Deus tinha duas opções para formar o que quisesse: no céu e na terra. Mesmo a terra sendo sem forma e vazia, Ele decidiu fazer alguma coisa diferente na terra. Ele foi o primeiro a fazer semeadura. Deus semeou na terra. Colocou sementes que produziu relva, ervas, arvores frutíferas (v.11). Deus ainda fez outra semeadura, o homem. Ele colocou o homem no jardim e deu a ele 2 funções: cultivar e guardar.

Da mesma forma que Ele semeou, Deus queria que o homem desse continuidade a semeadura, usasse das sementes das arvores frutíferas e cultivasse outras, multiplicasse o que já tinha. Onde Deus queria que isso acontecesse? Na terra.

Esse detalhe é muito importante, Deus não semeou na água, no ar e nem no céu, mas na terra. O homem frustrou os planos de Deus, não cuidou do jardim e por conta disso perdeu o privilegio de estar num lugar de benção, de colher frutos bons e saudáveis. O homem foi impedido de continuar neste lugar, porém tinha que começar a fazer o que não fez no jardim, cultivar a terra (Gn.3:23).
Estava estabelecido por Deus a lei da semeadura e colheita. O trabalho do homem, do semeador, agora era colocar a semente no solo. Ele não podia ignorar a semente, precisava coloca-la no lugar adequado, porque uma vez que a semente fosse deixada ou guardada no celeiro, nunca produziria uma safra, por isso seu trabalho precisava ser feito.

Um detalhe importante aqui é que a identidade pessoal do semeador pouco importava. Quando vemos a parábola do semeador, aquele semeador nunca é chamado pelo nome. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade, sua personalidade ou suas realizações. A bíblia o trata apenas de “o semeador”, onde ele simplesmente põe a semente em contato com o solo. A colheita depende da combinação do solo com a semente, e não do semeador.

Aplicando-se espiritualmente, os seguidores de Cristo devem estar ensinando a palavra. Quanto mais ela é plantada nos corações dos homens, maior será a colheita. Mas a identidade pessoal do semeador, seja ele discípulo, líder, 12, pastor, apóstolo, querubim, isso não tem importância. Paulo disse: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento” (1 Co.3:6-7).

Em nossos dias, o semeador tornou-se a figura principal e a semente é bastante esquecida, como se a importância não fosse mais a semente, mas aquele que planta. A propaganda dos eventos, geralmente contém uma grande fotografia do orador e dá grande ênfase ao seu currículo, e o evangelho de Cristo que ele supõe estar pregando é mencionado apenas nas letrinhas lá no canto. Não devemos exaltar os homens, mas fixarmo-nos completamente no Senhor. Não podemos esquecer que o que importa é a semente e não o semeador. Quem vai produzir é a semente e não o semeador. Uma safra sempre depende da nature-za da semente, não do tipo da pessoa que a plantou.

A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do evangelho dentro de um coração puro. Isto significa que precisamos ensinar a palavra. Sl.126:5-6 – nos ensina que tem sementes que vão nos fazer chorar muito mas teremos colheita de alegria. O que não podemos é deixar de semear por causa das lágrimas. Nossas lágrimas são traduzidas em perseverança O salmista diz: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia”, ele não diz que fica sentado chorando, mas fala de algo continuo. As sementes das lagrimas dizem que ainda que cause tristeza, dor, sofrimento, não deixe de semear, continue andando, continue chorando, mas não pare de semear a palavra.

Ecl.11:6 – Não perca a oportunidade, semeia pela manha, à tarde, não repouses, não descanse, lança a semente a tempo e fora de tempo, você não sabe qual delas vai frutificar. Um detalhe importante da semente: elas não são grandes, principalmente em relação ao fruto que ela dão.

Toda semente começa a penetrar na terra, é onde as raízes vão procurando se aprofundar. As raízes se desenvolvem abaixo da superfície do terreno, quanto mais profunda, mais firme, consoli-dada. Desenvolvemos nossas raízes através da fé em Cristo e de sua Palavra. Esta etapa não é vista por ninguém, está abaixo da superfície, é feita no seu lugar secreto. Se não aprofundarmos nossas raízes não suportaremos os dias difíceis que estão por vir.

Por essa razão Deus fez a escolha certa. Ele não semeou no céu e nem nos ares, mas Ele colocou a semente no lugar certo. O homem é fruto da terra, foi tirado do pó da terra, e foi na pró-pria terra que foi semeado para que produzisse frutos permanentes. Por isso ficamos todo fim de ano frustrados com nossos resultados, estamos como que observando o vento. Se queremos dar a Deus resultados efetivos de sementes plantadas, não podemos ficar olhando o vento; o chamado de Deus é para semearmos andando e chorando, porque voltaremos com jubilo, trazendo os feixes.

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