Vencendo a fúria do mar

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Texto básico: Mt 14:22-32

Os israelitas nunca foram muito entusiasmados com o mar eles não pescavam no Mediterrâneo mas, sim, no minúsculo mar da Galileia que é, na verdade, um simples lago. Israel não tinha sua própria frota, e usava os navios de Társis, com tripulação estrangeira, como o navio em que Jonas embarcou em Jope.
Para os judeus, o mar era o mistério profundo; um lugar de coisas horripilantes, como o leviatã, grande animal aquático, citado em diversos lugares na Bíblia (Sl 74; 104:25-26; Is 27:1)

Ele era uma criatura semelhante a cobra, e que se contorcia igualmente. Is 27:1 retrata o leviatã como uma serpente sinuosa, o dragão do mar.

O mar era um elemento selvagem e traiçoeiro, considerado fora de controle humano; somente Deus pode-ria dominá-lo: … as águas ficaram acima das montanhas; à tua repreensão, fugiram, à voz do teu trovão, bateram em retirada (Sl 104:6,7). O Senhor abriu caminho para os israelitas pelo Mar Vermelho; também ao Seu comando, o mar destruiu o exército egípcio (Ex 14:15-31)

O mar era considerado um lugar de morte, moradia de espíritos poderosos e assombrosos. Em Ap 20:13 lemos: Deu o mar os mortos que nele estavam. Quando os discípulos viram Jesus andando sobre o mar, eles pensaram tratar-se de um fantasma, e ficaram aterrorizados. O vento sombrio gritava como almas perdidas em tormento (Mt 14:26).

Esse profundo terror do mar também é expresso como sendo uma figura das nações. (Is 17:12-13)

Apesar dos perigos existentes, Jesus chamou Seus discípulos para serem pescadores, Ele disse: … Eu vos farei pescadores de homens (Mt 4:19). E não seria apenas na Galiléia, mas até aos confins da terra (At 1:8) no mar da humanidade, a todas as nações. Esses galileus conheciam pouco do mundo, pois nunca haviam ido para longe de sua pequena cidade pesqueira. Eles não eram aventureiros, mas Cristo os estava enviando para a maior de todas as aventuras empreendidas pelo homem. Eles pescariam homens e mulheres para Cristo, nas aguas selvagens desse mundo. Era lá que os alcançariam. Esta era uma pesca em alto mar, onde as tempestades rugem, onde os demônios estão soltos, e onde as águas da adversidade os ameaçariam.

Quando Jesus os chamou, mostrou a eles que Ele era o mestre das águas. Aqueles homens eram pescadores profissionais, mas Jesus assumiu o comando como gerente executivo do Zebedeu & filhos, confiscou um dos seus barcos e ensinou esses pescadores como fazer o seu trabalho. O resultado? Uma quantidade tão grande de peixes como eles jamais haviam sonhado (Lc 5:1-11)

Certo dia os discípulos estavam indo pelo Mar da Galiléia quando foram pegos de surpresa por uma tempestade implacável. Não havia nada que eles pudessem fazer, senão esperar e orar por salvação. Então, foi quando viram Jesus andando sobre o mar. As condições não poderiam ser piores. Acredito que o próprio demônio havia provocado a fúria das aguas, no entanto, Jesus andava calmamente sobre as on-das. Ele não temeu o dragão das profundezas, nem os ventos uivantes e nem os demônios que não deram folga. Porém Jesus era o se mestre os esmagou. Repreendeu a sua fúria e, pisava sobre as águas como quem pisa na cabeça da serpente.

Jesus advertiu a seus discípulos de que os estava enviando às águas furiosas para ensinar a toda a as nações. As pessoas os matariam pensando que, com isso, estariam tributando culto a Deus (Jo 16:2) eles seriam como ovelhas no meio de lobos (Mt 10:16). Por isso, eles deveriam estar prontos a dar a sua vida por essa causa.

Eles nada sabiam sobre a sabedoria grega, sobre o vasto império Romano, ou acerca do que havia além estreito de Gilbratar. Para eles o mundo era um oceano desconhecido, cheio de perigos; entretanto, Cristo demonstrou que era o Mestre do céu, da terra, do mar e de tudo o que neles há e que, por onde quer que fossem, Ele seria sempre o Senhor. E os discípulos fizeram como Ele havia dito – seguiram pescando em águas tempestuosas, sob a direção do mestre. Eles zombariam dos poderosos demônios da perseguição e desafiaram os ventos da adversidade. Ao comando divino, lançaram suas redes e a tiraram das turbulentas aguas da humanidade; pescaram e encheram seus barcos, entretanto, o que tudo isso significa?

Hoje o mundo não está menos conturbado ou menos perigoso. Mas o evangelho está avançando em todas as direções. Por duas vezes o Senhor ordenou os discípulos lançassem as redes (Lc 5:1-11 e Jo 21:1-14). A primeira vez foi antes da Sua ressurreição e, a segundo, depois. A última pesca foi maior do que a primeira e, em nenhuma das ocasiões, as redes se romperam. Podemos afirmar que isso foi profético.

Os primeiros discípulos varreram os mares de sua época com suas redes, e agora estamos nos aproximando do fim dos tempos. Assim com o Cristo conduziu os discípulos a novos desafios nos mares, assim como Cristo andou sobre as aguas, assim como Cristo acalmou as aguas, assim faremos também. Nossa missão hoje é entrar no mar sem medo, sair da pescaria apenas da Galileia (um pequeno lago) e entrarmos nos mar alto, as nações, da terra, todo o mundo, nosso chamado foi para ir muito mais longe do que imaginamos ou pensamos.

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