Pentecostes: A Festa da Família

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A palavra pentecostes vem do grego e quer dizer 50 dias, que correspondem a sete semanas completas até o shabat, dentro do contexto judaico, exatamente 50 dias após a Páscoa. Essa é a época que repousa uma unção de colheita e prosperidade.

Lembramos que Jesus cumpriu na terra os dias de Pentecostes. Ele ficou aqui na terra 50 dias após a sua ressurreição, com os seus discípulos, pois Ele era as primícias dentre os mortos, o que significa que Pentecostes  cumpre alguns princípios de ordem bíblica (Lv. 23:15-21).

Colheita de cereal

Shavuoth é Habicurim, primícias, a festa da honra. E uma festa de prosperidade (Lv.23:15-25). Todo o mover da festa das  primícias está voltado a uma celebração especifica a Deus, pois o homem do campo em tudo dependia do Senhor e do Seu favor e misericórdia, para que se pudesse fazer uma colheita relevante.

Ao final da colheita do cereal, acontecia a festa com a entrega das primícias. Era  também chamada festa da ceifa, festa da  sega, festa dos primeiros frutos, celebração dos frutos; Festa de resultado. Havia muita dança, muita alegria e muitos gritos ovacionando a grandeza e a fidelidade de Deus  porque a terra não havia negado o seu fruto (Ex.23:16). Era o selo para que a prosperidade não fosse fragilizada. Era uma aliança para tornar a nossa herança intacta, para encerrar todo o argumento contrário à nossa  prosperidade.

Cada homem do campo, dono da terra, que plantava na terra de Israel, depois da  colheita, levava ao Templo Sagrado, uma  semente de honra (que era entregue ao sacerdote) dos seus primeiros frutos de trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras que cresciam no campo. Todos os anos, neste dia, renovamos nossa aceitação do  presente de Deus e entregamos nas mãos dos sacerdotes (Ez.44:30).

Com a festa das Primícias dos frutos da terra se agradece a Deus pela terra prometida e se roga a Ele que abençoe também a colheita que se aproxima.

Entendemos, então, a conexão que há entre as primícias dos frutos e pentecostes. Elas são celebrações de gratidão a Deus. E existe todo um posicionamento diante do  Senhor, neste período de 50 dias, a ser  corretamente observado, para lograrmos as bênçãos de Deus, de que tanto necessitamos em nossas vidas.

Sabemos que toda a semente plantada tem que morrer para, depois, ressuscitar,  gerando seus frutos. O mesmo aconteceu com Jesus: Ele plantou a maravilhosa semente da palavra de Deus, que só pode germinar em nós, após sua morte e ressurreição. E  Jesus sabia que Sua morte e ressurreição seriam necessárias para produzir em nós  estes efeitos desejados. Vemos essa  pré-ciência de Jesus por Suas palavras, na passagem de Jo.12:23-24,32. Jesus Cristo, ao ressuscitar dos mortos, foi feito a primícia daqueles que ressuscitarão para seguir com Ele, por ocasião de sua volta (I Co.15:20-23).

Vemos que o tema da Festa das primícias e dos frutos é um só: a ressurreição. Entre esta festa e a próxima, por todo o período dos 50 dias, plantamos nossas sementes de  oração ao Pai, para alcançarmos a grande colheita das bênçãos que o Senhor derrama sobre nós em Pentecostes.

O Pentecostes comemorado pelos cristãos é uma festa alusiva à descida do Espírito Santo, ao revestimento do poder (At.2:1-4), ao grande mover do Espírito, à missiologia da Igreja, à entrada nas nações, ao rompimento de fronteiras e conhecimento das línguas do céu. Pentecostes também é uma chamada para que cada filho de Deus entre no  tabernáculo do Pai. Hoje, somos templo do  Espírito Santo, morada de Deus, casa do  Senhor (Ex.34:22).

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