Como suspira a Corsa pelas correntes de águas

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Salmos 42.

O Salmo 42 foi escrito por um dos filhos de Corá, cuja família era formada por poetas, cantores que ministravam louvor no magnífico templo de Jerusalém. Pode ser que tenha sido por causa da guerra ou problemas financeiros ou mesmo uma razão de esfriamento espiritual.

Quando estamos no deserto nossa alma sofre ao relembrar as alegrias de um determinado tempo de nossas vidas, de algo que não temos mais. Às vezes esquecer os dramas, as dificuldades, as coisas ruins que nos machucam, nos ferem, seja mais fácil de suportar do que enfrentar o “eu já fui feliz um dia”. E pode ser que tenha sido esse sentimento que o salmista enfrentou. Ao ver uma corsa sedenta, correndo de um lado para o outro sem encontrar água, ele se identificou com ela. Nós, seres humanos, temos sede de Deus.

Ele enfrentava uma crise que estava o cor-roendo, destruindo, e como acontece nesses momentos, muitas pessoas o confrontavam com a pergunta:

1. “O teu Deus onde está?”

Infelizmente algumas pessoas escolhem deixar a Deus; porém Ele diz que: “Aquele que vem a mim de maneira alguma eu lançarei fora” (Jo.6.37) e “ninguém o arrebatará das minhas mãos” (Jo.10.28). Nós é que podemos nos afastar do Senhor, dos princípios da Pala-vra dele, mas Deus jamais se afasta de nós. Então, “chegai-vos a Deus, e ele chegará a vós outros” (Tg.4.8). Sempre que escolhermos nos distanciar de Deus, tenha a certeza de que nossa vida ficará toda bagunçada, daremos espaço para satanás agir e nos perguntar por meio de situações e pessoas onde o nosso Deus está.

Sl.56:8 – Não há uma única lágrima que o Senhor não recolha em Seu odre. Você e eu jamais choraremos sozinhos, sem que Deus não esteja vendo. O Senhor Jesus disse: “Se alguém me ama, […] meu pai o amará, e viremos para ele e faremos nele mora-da.” (Jo.14.23). Uns pensam que o endereço de Deus é lá em cima, no céu; contudo, o endere-ço de Deus é o nosso coração, Ele mora em nós. “O teu Deus onde está?” Dentro de mim!

Não podemos nos esquecer quem somos, quem é o nosso Pai. Somos filhos de Deus e o nosso Pai celestial é Deus. Também não nos esqueçamos de onde Ele mora. Desde o dia que eu abri meu coração e o entreguei, Ele passou a morar na minha vida, ele nunca me deixou, porque prometeu: “Nunca te deixarei, jamais te desampararei.” (Hb.13.5).

2. Vs.4: “Lembro-me destas coisas”.

Lembro-me o dia que entreguei minha vida a Jesus Cristo, o dia que Ele entrou no meu coração, a alegria. Essa alegria pode deixar de existir? É possível se reunir com os irmãos, cantar hinos, mas não sentir alegria? Então, a pergunta surge: “Será que há uma razão?” O cristão pode viver a vida que Deus tem para ele porque um dia experimentou da graça abundante do Senhor.

Sl.42 – “Por que estás abatida, ó minha alma?” Não permita que esse abatimento seja o foco de sua vida. Foque na graça, no favor do Pai. Veja a família que o Senhor lhe deu, as bênçãos que Ele derramou sobre você, e todas a promessas que ainda se cumprirão na sua vida.

3. Vs.5: “Espera em Deus”

A palavra “ainda” é muito importante no que diz respeito a fé. É como uma alavanca, ela indica que a pessoa acredita na intervenção do Alto: “Pois ainda serei curado”; “Pois ainda meu cônjuge será salvo”; “Pois ainda terei o meu emprego”; “Pois ainda serei liberto”; “Pois ainda o louvarei”…

Quando as coisas começarem a inquietar o seu coração profetiza que ainda louvará a Deus pelo o que Ele irá fazer.

O que está abatendo a sua alma? Situações naturais, problemas na sua casa, na sua família, conflitos dentro do seu coração? A resposta está aqui: espera em Deus, não corra à frente de Deus, não queira agir por você mesmo. Não fique dizendo que está esperando demais. Continue firme, espere sem lamentar ou reclamar.

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