Restaurando minha identidade para estabelecer um novo decreto

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Gn.25:20-28; Gn.32:22-30

Os judeus têm o costume de dá nomes próprios aos seus filhos a partir de uma característica ou um fato ocorrido com eles. Foi assim com Isaque, Moisés, Esaú, Jacó e tantos outros. Mas até onde isso é benéfico aos filhos? Precisamos desmistificar o que aconteceu especificamente no caso de Jacó. Jacó não recebeu apenas um nome ao nascer. Ele recebeu duas coisas: uma identidade e um decreto.

Identidade é aquilo que caracteriza, qualifica e identifica um indivíduo. É aquilo que rotula a personalidade de alguém. Imagine quantos bullyings Jacó sofreu na sua cidade por causa de seu nome. Seu nome era objeto de zombaria e escárnio.

Decreto é aquilo que rege, influencia e condiciona o comportamento de alguém. Talvez Jacó nem quisesse se tornar um trapaceiro, um mentiroso e um enganador, mas por causa do decreto sobre a sua cabeça e das declarações que se faziam quando proferiam o seu nome, ele acabou se tornando tudo isso.

Nesse sentido, o seu maior problema não era a primogenitura de seu irmão, mas o seu próprio nome. Seu nome se tornou a maior ferida de sua alma. Ele teve que carregar esse nome há anos, mesmo não querendo. Jacó fugia da sua identidade. Tudo que ele não queria era ser chamado de Jacó. Ele tinha tanto problema com sua identidade que onde ele passava ele dava nome aos lugares.

Foi ele que nomeou Betel, Maanaim, Peniel e Sucote. Essa prática parecia servir de alívio para ele. Como Jacó não podia dá a si mesmo um outro nome, ele dava nome aos lugares.

Tem gente que vive outra identidade porque não consegue mais ser ele mesmo. São pessoas cheias de complexos, traumas e feridas na alma. Estão insatisfeitas consigo mesmas e preferem assumir outra identidade para fugir da sua realidade interior. Pois hoje, Deus vai restaurar sua identidade para você
não viver mais escondido atrás de uma identidade alheia.

Quando Jacó foi desmascarado e sua identidade foi revelada, ele fugiu de sua cidade (Gn.27:36). Quem vive em crise de identidade vive fugindo de suas origens. Não adianta fugir de suas origens se a sua identidade continua a mesma.

Jacó foi para a cidade de seu tio Labão: Padã-arã. Longe de sua família e de seus zombadores. Foi ali que Jacó começou a colher o que havia plantado. Ele caiu nas mãos de Labão, seu tio. Para cada Jacó existe um Labão à espera.

Jacó cansou de ser enganado por Labão e resolveu voltar para a sua cidade com sua família e seus bens. Enviou mensageiros e presentes à Esaú, a fim de apaziguar a ira de seu irmão (Gn 32:3-5, 18). Porém, foi informado que Esaú vinha com quatrocentos homens ao seu encontro (Gn 32:6). Jacó se aterrorizou e foi buscar ao Senhor. Ele chegou ao seu limite. Não dava mais para prorrogar o seu problema. Ele passou a sua vida toda lutando contra sua identidade, seus pecados, seus defeitos, seus amigos e parentes, mas
nada adiantou.

Ele precisava lutar com o Senhor. Qual era o maior problema de Jacó? Sua identidade. O Anjo foi em cima de sua maior ferida e indagou: “qual é o teu nome?”. Isso era tudo que Jacó não queria ouvir e nem responder. Ele passou sua vida toda fugindo de sua identidade e o Anjo o fez lembrar de seu nome. O Senhor não tocou apenas na coxa de Jacó, mas na sua alma também. Com muito sacrifício Jacó fala seu nome ao Anjo. Ele teve que expor seu nome para Aquele que tinha poder de mudar sua identidade. E o Anjo falou: “não te chamarás mais Jacó, mas Israel, porque lutaste com Deus e com os homens e venceste”.

Ap.2:17 – aquele que vencer, receberá um novo nome. Quem vence tem direito a uma nova identidade.

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