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Vivendo o milagre

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II Reis 4:8-36

Esse texto conta a história da mulher sunamita. A Bíblia não diz seu nome, mas diz quem era e de onde vinha: era uma rica mulher, bem casada, que habitava em Suném. No entanto sua riqueza não lhe subiu à cabeça, nem lhe tornou uma mulher arrogante, soberba, pelo contrário, ela tinha um coração generoso e hospitaleiro, que sabia reconhecer a unção e o homem de Deus (vs.8). Aqui já fazemos nossa primeira observação: somos ricos de quê? Vivemos em meio a uma sociedade que busca tanto riqueza, dinheiro, posição, status, reconhecimento e, muitas vezes, nós, que somos filhos do dono do ouro e da prata, ricos da graça e da vida de Deus, estamos vivendo como pobres, vazios de amor e generosidade; não sabemos reconhecer a unção, a capacitação, a vida de Deus na vida dos nossos irmãos, não temos prazer em servir uns aos outros e, assim, servir o Reino.

A mulher sunamita não só reconhecia a unção na vida do profeta (vs.9), como também honrava essa unção (vs.10). Ao construir um quarto para o profeta, nos ensina uma grande lição sobre o que devemos construir em nossa vida, se quisermos gerar e viver os milagres de Deus, como ela viveu.

• Uma cama – Suném significa lugar de repouso. Quando aquele casal construiu o quarto para o homem de Deus, era para que ele encontrasse ali um lugar de descanso. Todo homem de Deus precisa aprender o segredo de descansar em Deus. Descansar em Deus fala de confiar Nele, fala de fé.

• Uma mesa – Mesa fala de relacionamento. Não tem como viver as maravilhas de Deus sem se relacionar com Ele. Ap.3:20 deixa claro que o interesse de Deus é entrar em nossa “casa” para cear conosco, sentar à mesa onde por Ele seremos alimentados. Construa sua mesa, construa seu relacionamento com Deus de profundidade, de comunhão.

• Uma cadeira – Quando se vai ouvir alguém, normalmente pegamos uma cadeira e sentamos, é um sinal de que estamos lhe dando atenção e queremos lhe ouvir, aquilo que a pessoa está falando é importante para nós. Muitas vezes as pessoas reclamam que Deus não fala com elas, mas elas não “puxam a cadeira”, não param para ouvir o que Ele tem para dizer, não dão atenção às Suas palavras e ensinamentos. Não dá mais para viver com Deus na correria, falando com Ele na pressa… É preciso ouvir Dele qual é a direção.

• Uma lamparina – a lamparina era de fundamental importância, principalmente quando chegava a noite. Não existia energia elétrica e para manter a luz acesa, era preciso ter azeite. Jesus disse “Eu sou a luz do mundo” (Jo.8:12), mas Ele também disse “vós sois o sal da terra e a luz do mundo” (Mt.5:14), ou seja, de nós mesmos não temos luz, a luz vem Dele, e para que ela se mantenha acesa em nós é preciso encher-se Dele, encher-se do Espírito.

Ao construir esse lugar, a sunamita se preocupou que o profeta tivesse toda a estrutura necessária para cumprir seu ministério. Sem esses quatro elementos (fé, relacionamento, direção, unção), não conseguiremos cumprir o chamado do Senhor para as nossas vidas.

Depois da sua última hospedagem, Eliseu se preocupou em que aquela mulher, que o servira tão fielmente, pudesse ser abençoada (vs.13). Ele não poderia simplesmente usufruir daquele ambiente sem recompensá-la. Por isso ele a questiona acerca do que ela desejava. Mas ela estava satisfeita com o que tinha. Então, Geazi, servo de Eliseu, observa que ela não tem filhos (vs.14).

Talvez você esteja satisfeito com o que você tem, satisfeito com a forma em que você vive, talvez você já esteja feliz com a forma com que você serve a Deus, mas o Espírito Santo é aquele que nos observa e sabe exatamente o que falta na nossa vida, o que talvez é um desejo no coração que você preferiu esquecer, ou que é um sonho que você desistiu de sonhar. Quem serve ao Senhor com fidelidade, quem constrói um relacionamento com Deus de confiança, que ouve a Sua voz, obedece a Sua direção e sabe que é Ele quem capacita), não ficará sem recompensa.

Eliseu profetizou e assim aconteceu. Um ano depois, a mulher engravidou (vs.17). Seu filho nasceu, cresceu, mas um certo dia, foi acometido de uma dor de cabeça e morreu (vs.18-20). Diante do caos, a atitude dessa mulher foi surpreendente: ela simplesmente colocou o filho no quarto do profeta e saiu atrás de Eliseu. Qual a mãe que, diante da morte do próprio filho, sai em busca de alguém? Qual a pessoa que, depois de ter gerado uma benção, depois de ter vivido um grande milagre, vê o seu fruto se perder e não se entristece, não se desespera? A atitude estranha dessa mulher, que parece até que ela ignora o fato (vs.21), revela na verdade que a sunamita conhecia o Deus que ela servia.

Eliseu vai até a casa dela e, cheio da vida de Deus, deita-se sobre o menino (vs.34) e o menino começou a aquecer, até que espirrou 7 vezes e abriu os olhos (vs.35). Quando você convida o Espírito Santo, Ele vai na sua casa, Ele vem na sua vida, e se você clamar com fé, Ele vai começar a te aquecer, vai te trazer de volta a vida, vai ressuscitar os teus sonhos, os teus filhos gerados, os teus frutos. Mas primeiro, é preciso preparar o lugar onde o milagre vai acontecer. Na casa do seu coração, construa o quarto, estabeleça aquilo que é fundamental – fé, relacionamento, direção, unção – e o Espírito Santo vai começar a te aquecer, vai começar a transformar aquilo que estava morto em vida, vai começar a realizar o milagre que você precisa.

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